terça-feira, 31 de outubro de 2017

31 de Outubro de 1517



Em 31 de Outubro de 1517, a véspera do Dia de Todos os Santos, quando enorme multidão comparecia à igreja do Castela, na cidade de Wittenberg, Lutero colou às portas dessa igreja as 95 teses que tratavam do caso das indulgências.

Antes desta data, Lutero nem imaginava para onde sua descoberta espiritual o conduziria. Um flagrante abuso nas finanças da igreja o colocou no centro de uma rebelião religiosa na Alemanha e em outra posição revolucionária em relação à autoridade papal.
A venda de indulgências, iniciada durante as Cruzadas, continuava sendo uma das fontes favoritas de renda papal. Em troca de um trabalho meritório – frequentemente uma contribuição para uma causa nobre ou uma peregrinação a um santuário – a igreja oferecia ao pecador a isenção de penitência de seus atos valendo-se do “fundo de méritos”. Este consistia na graça acumulada pelo sacrifício de Cristo na cruz e nas ações meritórias dos santos
Quase sempre, os zelosos pregadores de indulgências faziam com que parecesse um tipo de mágica – como se uma boa ação, especialmente uma contribuição, automaticamente merecesse uma recompensa, independentemente da condição da alma do doador. O arrependimento pelo pecado era completamente irrelevante. Isso criava sérios problemas para Lutero.
Armado de seus novo entendimento da sua fé, Lutero começou a criticar a teologia das indulgências em seus sermões. No entanto, numa localidade próxima a Wittenberg apareceu, em 1517, um homem da Ordem Dominicana chamado John Tetzel, enviado pelo arcebispo de Mogúncia para vender indulgências emitidas pelo papa. De todas as partes, muitas pessoas vinha comprar essas indulgências. Elas ofereciam diminuição das penas no purgatório. Essas pessoas, porém, pensavam, em virtude da forte propaganda de Teztel sobre a utilidade da sua mercadoria, que, com a compra das indulgências, conseguiriam o perdão dos pecados. Essas indulgências seria destinados para o término da construção da basílica de São Pedro em Roma. Em troca de uma contribuição, Teztel gabava-se de prover os doadores com uma indulgência que teria efeitos mesmo após a morte e libertaria suas almas do purgatória. “Assim que a moeda no cofre cai”, dizia o seu bordão, “a alma do purgatório sai”
Para Lutero, a pregação de Teztel era má teologia, se não fosse coisa pior. Em pouco tempo, construiu as 95 proposições (ou teses) para o debate teológico, e, em 31 de Outubro de 1517, seguindo o costume da universidade, ele as levou até a porta da igreja do Castelo, em Wittnberg. Dentre outras coisas, elas sustentavam que as indulgências não podem eliminar a culpa, não se aplicam ao purgatório, e são perigosas porque induzem o doador a uma falsa segurança. Essa foi a faísca que deu ignição à Reforma.
Não obstante Lutero não percebeu plenamente, as teses foram um golpe no coração do poder da Igreja Católica, pois elas negavam o pretenso poder desta de ser a mediadora entre o homem e Deus e de conferir perdão aos pecadores. Enquanto cópias dessas teses eram vendidas por toda a Alemanha, tão logo eram impressas, os dominicanos alemães denunciaram Lutero em Roma por pregar “doutrinas perigosas” e o papa Leão X começou agir contra esse monge rebelde. Um teólogo do Vaticanos divulgou uma série de contrateses alegando que qualquer um que criticasse as indulgências era culpado de heresia. Inicialmente, por desejar um veredito final de Roma, Lutero insistia que o teólogo estava errado e apresentava provas baseadas nas Escrituras – até mesmo questionando a autoridade papal sobre o purgatório.
O Papa, primeiro intimou Lutero a ir a Roma, o que significaria morte certa. Mas o Eleitor da Saxõnia, interessado pelo famoso professor da sua universidade, o protegeu, ordenando que seu caso fosse discutido e ouvido na Alemanha. Seguiram-se, então, as conferências com os legados do papa, que não conseguiram demover Lutero do seu ponto de vista. Durante um debate de 18 dias, em 1518, com o teólogo John Eck, em Leipzig, Lutero declarou abruptamente: “Eventualmente, um concílio pode errar. Nem a igreja nem o papa podem estabelecer artigos de fé. Eles devem vir das Escrituras”. Essas afirmações significaram seu rompimento definitivo e irrevogável com a igreja papal, e com ele, todo o cristianismo protestante.


Bibliografia e Referência:

Nichols, Robert Hastings
História da igreja cristã / Robert Hastings Nichols;
Traduzido por J. Maurício Wanderley. 14ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2013


Shelley, Bruce L., 1927
História do Cristianismo ao alcance de todos: uma narrativa do desenvolvimento da Igreja Cristã através dos séculos / Bruce L. Shelley ; tradução Vivian Nunes do Amaral. - - São Paulo: Shedd Publicações, 2004

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Presbiterianismo: O Que Cremos

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A Igreja Presbiteriana do Brasil adota, como exposição das doutrinas bíblicas, a Confissão de Fé de Westminster, o Catecismo Maior e o Catecismo Menor ou Breve Catecismo. A Nossa Única norma de fé e conduta é a Bíblia Sagrada. Todavia, em virtude de a Bíblia não apresenta as doutrinas já sistematizadas, adotamos a Confissão de Fé e os Catecismo como a exposição do sistema de Doutrinas ensinadas na Escritura¹
Primeiramente cremos nas Escrituras como regra de Fé e de Pratica ( 2 Tm 3.16-17)
1)Cremos na Trindade
      a) A Escritura Sagrada ensina que há um só Deus, mas ele subsiste em três pessoas. Em Deuteronômio 6.4 está escrito: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor".¹
      b) Em Isaías 44.6 o próprio Deus declara : "Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus". Paralelamente ás afirmações da existência de um único de Deus, a Escritura afirma que Jesus também é Deus "No Principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o verbo era Deus" (João 1.1) O Verbo é Jesus Cristo.¹
     c) No Antigo Testamento, tudo  o que se diz de Jeová se diz do Espirito de Jeová; e, portanto , se o último não é mera perífrase do primeiro, então tem de ser necessariamente divino. As Expressões "disse Jeová" e "disse o Espirito" são constantemente intercambiáveis; e sobre os atos do Espírito afirma-se serem os atos de Deus. No Novo Testamento, a linguagem de Jeová é citado como a linguagem do Espirito. Em Isaías 6.9,  está escrito: Disse o SENHOR: "Vai, e diz a este povo"[...]. Está passagem é Citada por Paulo em Atos 28.25: "Bem falou o Espirito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías"²
     d) A Escritura Sagrada Ensina que há um só Deus , que subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho (Jesus Cristo) e Espirito Santo. Cada pessoa da Trindade é Deus completo, e não parte de Deus, e as três pessoas da trindade são iguais em poder e glória.¹

2) Cremos em Jesus Cristo como Deus Homem.
     a) Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, é - ao mesmo tempo - verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, As Duas natureza de Cristo aparecem claramente na Bíblia Sagrada. Jesus, como Deus sempre existiu ( João 1.1)  e Jesus Como homem, tem uma história, com inicio, meio e fim (Gálatas 4.4; João 1,14)¹
     b) Jesus era verdadeiramente homem, ou seja, que tinha uma natureza humana perfeita ou completa. Portanto, tudo o que se pode asseverar do homem se pode asseverar de Cristo. O Seu corpo cresceu em estatura, passando pelo processo ordinário de infância à idade adulta. Esteve sujeito a tudo o que afeta um corpo humano. Esteve sujeito à dor, ao prazer, à fome, à sede, à fadiga, ao sofrimento e à morte. Podia ser visto, sentido e tocado. As Escrituras declaram que ele era de carne e sangue como está escrito em Hebreus 2.14.²
     c)  Segundo. As Escrituras afirmam, com a mesma clareza, que Cristo era verdadeiramente Deus. Cristo é chamado Deus, ou Deus forte, o grande Deus. Deus sobre todas as coisas Jeová; Senhor; Senhor dos senhores, e Reis e reis. São-lhe  imputados todos os atributos divino ( João 1.1, 14; 1 João 5.20).²

3) Cremos que  Espirito Santo é Deus
     a) Nosso Senhor e seus Apóstolos falam constantemente do Espirito Santo como possuidor de todas as perfeições divinas. Diz Cristo: "Todo pecado e blasfêmia  serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espirito não será perdoada" (Mt 12.31). E Assim, pecado imperdoável á falar contra o Espirito Santo. Isso não seria possivel a não ser que o Espirito Santo fosse Deus ( 1Co 2.10,11) ²

4) Cremos que Deus Criou a Terra em Sete Dias.
     a) Na Escrituras Sagradas começa com a solene declaração: "No Principio Deus criou o Céu e a Terra" ( Gn 1.1)
     b) Na Confissão de Fé de Westminster ensina que "No Principio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Esprito Santo, para a manifestação da glória do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de Seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis  quer as invisíveis. Depois de haver feito as outras criaturas. Deus Criou o homem, macho e fêmea, com alma racional e imortal, e dotou-os de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem".

5) Cremos que o homem pecou e é depravado totalmente como causa da queda.
     a)Deus estabeleceu uma aliança com o homem, que os teólogos chamam de pacto ou aliança das obras. O Criador o colocou no jardim do Éden, e lhe deu uma ordem (Gn 2.16,17) A Obediência consistia em não comer do fruto da árvore do bem e do mal. Era o teste para provar se Adão estava disposto a submeter a sua vontade de Deus. E o homem não passou no teste. Caiu, o homem preferiu comer da árvore proibida, desobedecendo ao Criado.¹
    b)Adão arrastou para o pecado toda a sua descendência. Ele era o cabeça e o representante de toda a raça humana. Por isso todos se tornaram pecadores quando ele pecou. O Apóstolo Paulo escreveu que "por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para  a condenação ( Rm 5.18)¹.
    c) E Além de herdamos a culpa do pecado de Adão, herdamos também a corrupção moral. Por isto, temos uma inerente disposição para o pecado (Rm 7.23; Rm 7.15,19)¹

6) Cremos que Deus planejou a salvação.
   Não irei colocar nenhum ponto de esclarecimento sobre o plano da salvação, irei só numerar e apresentar em tópicos somente. ( Em alguma Postagem, podemos esclarecer sobre estes pontos
         1. A Obra Redentora de Cristo
         2. Arrependimento e a Fé

  7) Cremos que o Crente tem a Garantia de sua Salvação
        a) O Crente foi predestinado antes da fundação do Mundo ( Ef 1.4-5)
        b) Por isso o Eleitor quando alcançado pelo evangelho, ele pode ter toral certeza da sua salvação.
        c) Á Luz da palavra de Deus  podemos - não pelos nossos méritos, mas pela graça de Deus - Alentar em nossos corações a consoladora certeza da graça e da salvação³.
 
   8) Cremos na Igreja de Cristo e todo Cristão Autentico faz parte dela.
       a) A Igreja de Cristo é uma só, mas pode ser vista de diferentes ângulos. Ela pode ser vista como igreja militante e igreja triunfante: Militante é o segmento da igreja que está na terra, lutando "contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal" (Ef 6.12). Triunfante é o segmento da igreja que está na Cristo (Ap 7.9-17)

Jesus Instituiu dois sacramentos
  9) Cremos que o Batismo é um sacramento do Novo Testamento instituído por Jesus Cristo.
      a) O Batismo não é só para solenemente admitir na igreja a pessoa batizada(At 2.41)  mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça(Cl 2.11-12), de sua união com Cristo (Rm 6.3-4) , da regeneração(At 2.38;Tt 3.4-7), da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo(At 22.14-16) a fim de andar em novidade de vida¹ (Rm 6.1-14)¹
 
10) Cremos que Jesus instituiu a Ceia do Senhor como sacramento e também como substituição da Páscoa do Antigo Testamento
       a) A Ceia do Senhor tem como objetivo fortalecer espiritualmente os crentes e manter a unidade da igreja (1Co 10.17, Jo 6.48-58).¹
      b) Os Crentes comungam recebendo juntos o emblema do corpo partido do Senhor e bebendo do vinho, símbolo do seu sangue derramado unanimante na fonte - Cristo - de onde promana a salvação¹.



Fonte:
¹ Nascimento,Adão Carlos
   O que todo presbiteriano inteligente deve saber/ Adão Carlos Nascimento, Alderi Souza de Matos - Santa Bárbara d'oeste, SP: Z3 Editora, 2007
 ISBN: 978-85-98486-32-1
  1. Calvinismo.  2.Igreja Presbiteriana do Brasil - História. 3. Presbiterianismo - Brasil    I. Matos, Alderi Souza de. II. Título.
 07-6976

² Hodge , Charles
  Teologia Sistemática / Charles Hodge; (Tradução:Valter Martins)----
  São Paulo, SP,  Hagnos, 2001
  Titulo original: Systematic Theology
  ISBN 85-88234-02-5
  1. Teologia dogmática
  I. Título
  01-0045

 ³Andrade, Eneziel Peixoto de
  Estudos bíblicos doutinários / Eneziel Peixoto de Andrade. São Paulo : Cultura Crista, 2001
96p. 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-7622-396-2
1. Hermenêutica   2. Estudo Doutrinário  I. Título

domingo, 29 de janeiro de 2017

Presbiteranismo: O Que Somos e de Onde Viemos



Umas das coisas mais importantes de um grupo  é ter consciência de sua identidade e seus objetivos.

Identidade tem a ver com raízes históricas, as características distintivas.                                        Objetivos são em decorrência disso: Á luz das raízes, das identidade, das convicções básicas, serão estabelecidos os alvos, as prioridades, as maneiras de ser e viver no mundo
   Isto se aplica perfeitamente aos presbiterianos.
Todavia, ocorre que muito presbiterianos ignoram a sua identidade, não sabem exatamente quem são. como indivíduos e como igrejas.

Quem somos 

      A Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB - é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como uma padrão de culto e de vida comunitária, Historicamente, a IPB pertence à família das Igrejas Reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Suas Origens mais remotas encontram-se nas reformas protestantes suíça e escocesa, no século 16, liderados por personagens como Ulrico Zuíngliom João Calvino e João Knox. O Nome "igreja presbiteriana" vem da maneira como a igreja é administrada, ou seja através de "presbíteros"eleitos pelas comunidades locais. Essas comunidades são governadas por um "Conselho" de presbíteros e estes oficias também integram os concílios superiores da igreja, que são os Presbitérios, os Sínodos e o Supremo Concílio.
     Quanto à sua teologia, a Igreja Presbiteriana do Brasil é herdeira do pensamento do reformador João Calvino (1509-1564) e das notáveis formulações confessionais (confissões de fé e catecismo) elaborados pelos reformados no séculos 16 e 17. Dentre estas se destacam os documentos produzidos pela Assembleia de Westminster, reunida em Londres na década de 1640. A Confissão de Fé de Westminster, bem como o seus Catecismo Maior e Breve, são adotados oficialmente pela IPB como os seus símbolos de fé ou padrões doutrinários. 
      Quanto ao Culto, as igrejas presbiterianas procuram obedecer ao chamado "principio regulador". Isso significa que o culto dever ater-se às normas da contidas nas Escrituras, não sendo aceitas as práticas ou não sancionadas explicitamente pela mesma. O culto presbiteriano caracteriza-se por sua ênfase teocêntrica ( a centralidade do Deus triúno) simplicidade, reverência, hinódia com conteúdo bíblico e pregação expositiva. 

Onde Viemos 

Muro dos Reformadores 

O Presbiterianismo derivou da Reforma Protestante do Século 16. Pouco depois que o protestantismo começou na Alemanha, sob a liderança de Martinho Lutero, surgiu uma segunda manifestação do mesmo no Cantão de Zurique, na Suíça, sob a direção de outro ex-sacerdote, Ulrico Zuínglio (1484 - 1531). Para distinguir-se da reforma alemã, esse novo movimento ficou conhecido como Segunda Reforma ou Reforma Suíça. O Entendimento de que a reforma suíça foi mais profunda em sua ruptura com a igreja medieval e em seu retorno às Escrituras, fez com que seus simpatizantes ficassem conhecidos simplesmente como "reformados". Inicialmente, o movimento reformado esteve mais ligado a pessoa de Zuínglio. Porém, com a morte prematura deste, o movimento veio associar-se com seu maior teólogo e articulador, o francês João Calvino (1509-1564). A propósito, os "protestantes", fossem eles luteranos ou reformados, só passaram a ter essa designação a partir da Dieta de Spira, em 1529.
 Portanto, o movimento reformado é o ramo do protestantismo que surgiu na Suíça, no século 16, tendo como lideres originais Ulrico Zuínglio, em Zurique, e João Calvino, em Genebra. Esse movimento veio a caracterizar-se por certas concepções teológicas e formas de organização eclesiásticas que o distinguiram dos outros grupos protestantes (luteranos, anabatistas e anglicanos) a tradição reformada foi preservada e desenvolvida pelos sucessores imediatos e mais remotos dos líderes inicias, tais como João Henrique Bullinger (1504 - 1575), Teodoro Beza (1519-1605), os puritanos ingleses e outros.
     O Termo presbiteriano foi adotado pelos reformados nas Ilhas Britânicas (Escócia, Inglaterra e Irlanda). Isso se deve ao contexto político-religioso em que o protestantismo foi introduzido naquela região, no qual a forma de governo da igreja teve uma importância preponderante. Os reis ingleses e escoceses preferiam o sistema episcopal, ou seja, uma igreja governada  por bispos e arcebispo, o que permitia maior controle da igreja pelo Estado. Já o sistema presbiteriano, isto é, o governo da igreja por presbíteros eleitos pela comunidade e reunidos em concílio, significava um governo mais democrático e autônomo em relação aos governantes civis. Das Ilhas Britânicas, o presbiterianismo foi para os Estados Unidos dali para muitas partes do mundo, inclusive o Brasil.
   Daí resulta outra distinção importante. Todo presbiteriano é, por definição, reformado e, em teoria, calvinista. Porém, nem todos os calvinistas são presbiterianos.

Fonte:

Nascimento,Adão Carlos
   O que todo presbiteriano inteligente deve saber/ Adão Carlos Nascimento, Alderi Souza de Matos - Santa Bárbara d'oeste, SP: Z3 Editora, 2007
 ISBN: 978-85-98486-32-1
  1. Calvinismo.  2.Igreja Presbiteriana do Brasil - História. 3. Presbiterianismo - Brasil    I. Matos, Alderi Souza de. II. Título.
 07-6976



domingo, 7 de agosto de 2016

Verdadeira Boas Obras


O Homem é redimido pelas suas próprias obras? É exigido de nós que pratiquemos boas obras, e podem elas ser-nos realmente atribuídas?
Sendo crentes em Cristo, fomos santificados ou separados para as boas obras. Quando discutimos sobre o processo de santificação, que produz boas obras.
Temos de lembrar que santificação é a operação do Deus Espírito Santo em nós. As boas obras, por outra parte, são realizações nossas ( Tito 3.8)

1) O Que são boas obras:
     São três os requisitos para considerar boas obras no sentido bíblico
         a) Que tenha sido ordenada por Deus. Isto é, que esteja em consonância com a legislação divina. Não importa quão santa ou zelosa seja as nossas inclinações, quando decidimos fazer algo a favor de Deus, o fato é que nenhum ato será agradável a Deus se ele não ordenou (At 5.38) Deus asseverou claramente, em sua Palavra, o que ele quer que façamos. Nunca terminaremos de fazer nesta vida aquilo que Ele nos ordenou, e muito menos precisaremos inventar algo que Ele nunca nos disse para fazer.
        b) Ela precisa proceder de um coração purificado pela fé . Qualquer ação hipoteticamente considerada por si mesma é uma coisa, mas considerada em relação ao motivo, ao objetivo ou a finalidade daquele que assim age, é outra coisa. Assim, é possível uma pessoa fazer dezenas de milhares de coisas que Deus nos ordenou fazer, sem que, realmente, tenha praticado alguma boa obra. Porquanto uma boa obra deve proceder de um coração purificado pela Fé ( Mt 7.18) O Coração humano precisa ser purificado pela fé, porquanto “ Sem Fé é impossível agradar a Deus..” (Hb 11.6)  A Fé é aquele atitude do Espírito que se vale da graça justificadora e santificadora de Deus.
       c) Precisa ser algo realizado com a finalidade correta em mira. Não faz a mínima diferença quão bela seja, por si mesma uma ação qualquer. Não faz diferença quão altamente polida, quão magnífica e extraordinária seja uma obra, e nem quanto esforço e energia seja despendidos nela, se a sua direção não for certa ele de nada valerá e tal obra não será tida por boa; pelo contrario, será apenas um pecado.
          I. A Principal finalidade do Homem é glorificar a Deus e desfrutar dEle para sempre “...na tua  presença. Por semelhante modo, a finalidade de todas as nossa ações é a gloria de Deus. A Finalidade consciente, refletida, proposital e dirigida das nossas ações deve ser sempre a de glorificar ao Senhor, e qualquer ação que fique aquém desse alvo glorificador não poder ser uma boa obra, pois é pecaminosa.
      
2) Você tem boas obras?
     a) Quanta insensatez demonstra o homem não-regenerado quando acredita que pode adquirir a vida eterna e merecer a entrada no céu através de suas boas obras? Porventura podemos ser salvos por essas boas obras? É evidente que não, pois enquanto não somos salvos, não possuímos qualquer obra boa ( Ef 2.10; Rm 3.20)

3) As Boas obras fazem parte da Salvação?
   a) Sim, Fazem. As Escrituras declaram que somos justificados exclusivamente pela fé. Essa fé que justifica jamais se manifesta isolada no individuo justificado, pois é sempre acompanhada pelos Frutos por ela produzidos na vida. A Fé em Cristo, pois, produz uma vida de boas obras
   b) As boas Obras são um resultado absolutamente necessário da fé salvadora, como também são a única evidência da salvação ( Ef 2.8,10)


Fonte:

Kennedy, D. James_Verdades que Transforma__Doutrinas cristãs para sua vida hoje!_Editora Fiel_Thuths that tansform por James Kennedy

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Justificação pela Fé Parte 2


A Grande Questão:
Como Pode o homem ser Justo Diante de Deus?
Como o Homem pecador pode ser relacionar com um  Deus Santo?
Questão Correta:
O Homem não pode ser Justo diante de Deus, mas  se tornar Justo diante dele. Como?
Resposta: É Deus quem o justificar .( Rm 8.33)
John Macarthur afirma que não há doutrina mais importante para a teologia cristã do que a doutrina da justificação pela fé somente - o princípio sola fide da Reforma.
Lutero disse que a doutrina da justificação pela fé é o artigo pelo qual a igreja permanece ou cai. Calvino salienta que a doutrina da justificação é o eixo ao redor do qual a igreja gira. Antony Hoekema enfatiza que se a igreja estiver errada nessa doutrina, estará igualmente errada nas demais.

1. A definição de justificação
A justificação é um ato jurídico ou uma sentença divina na qual Deus declara perdoado todo pecador que crer em Jesus.
Em termos simples, podemos definir a justificação como “um ato de Deus pelo qual ele declara o pecador eleito como sendo justo imputando-lhe a justiça de Cristo e nós”.
 (Rm 5.1; Rm 8.30,33.)
Portanto, concluímos que a Justificação não é um processo, mas um ato declaratório de Deus. Acontece fora de nós, e não em nós.

2. A necessidade da justificação
Todos os homens são pecadores e necessitam do perdão de Deus
Por causa do pecado. Por que todos estão debaixo da condenação de Divina. (Rm 3.23;Rm 6.23) Portanto, como todos morreram espiritualmente em Adão ao pecar contra Deus, toda a humanidade nasce pecadora, morta espiritualmente.

3. O autor da justificação
A justificação pela fé é a manifestação da justiça de Deus sobre os pecadores. Ele é quem toma a iniciativa de perdoar o homem de todos os seus pecados, declarando-lhe que não existe mais nenhuma condenação contra eles.
Deus é o autor da justificação dos pecadores eleitos. “A salvação é obra de Deus do começo ao fim (Gl 3.11; Rm 8.33; Ef 2.8).

4. A base da justificação
Em Cristo somos justificado ( 1 Co 6.1) Por meio da obra de Cristo ( Rm 5.9), A justificação é a justiça e a obediência de Cristo ( Rm 5.19).
A base da justificação é a justiça de Cristo (Rm 5.21 Rm 8.1). Não é por boas obras como entende a igreja católica, mas é na graça soberana de Deus no seu favor imerecido, como o ensino da bíblia é claro: Ninguém será justificado diante dele por obras da lei, mas mediante a fé em Cristo Jesus (Gl 2.16)

5. Instrumento da Justificação

Nem a cerimônia, nem obras, mais a fé salvadora que provem de Deus, evidenciada em arrependimento (Rm 3.28; Rm 5.1 Ef 2.8).

6. Os Elementos da Justificação
 A Justificação inclui dois elementos: Um Negativo e Outro Positivo.
Elemento Negativo: Há primeiramente um elemento negativo na justificação, qual seja a remissão dos pecados com base na obra expiatória de Jesus Cristo.   O perdão concedido na justificação aplica-se a todos os pecados, passados, presentes e futuros, e, desse modo, envolve a remoção de toda culpa e de toda penalidade. O Crente continua a orar por perdão do seu pecado não com desepeiro de alguém que e está perdido, mas como filho que tem um pai amoroso celestial (Rm 5.21; 8.1)
Elemento Positivo: Na Justificação o elemento positivo pode se distinguir duas partes

Primeira Parte: Adoção de Filhos- Na justificação Deus adota o crente como filho, isto é, coloca-o na posição de filho e dá-lhe os direitos de filiação.
Os Benefícios da filiação divina
      A. Natureza Divina     (Tg 1.18)
      B. Novo Nascimento (Jo 1.13; Cl 3.10)
      C. habitado pelo Espírito (Gl 4.5-6)
      D. Disciplina partenal (Hebreus 12.5-11)

Segunda Parte: Direito à vida eterna- Na justificação Deus conceder aos eleitos o direito a vida eterna. Quando os pecadores são adotados como filhos de Deus, Tomam posse de todos os direitos legais de filhos e se tornam herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17; 1 Pe 1.4).


Conclusão
A doutrina da justificação nos dá esperança para a salvação mediante a fé na justiça de Cristo nunca será perdida.

Fontes bibliográficas :
Hoekema, Anthony.A  .
Salvos pela GraçaCultura Cristã. 2011

Anglada, Paulo Roberto Bastista
Imago Dei- Antropologia Reformada
Editora: Knox Publicações.

Berkhof, Louis. Manual de Doutrina Cristã
Titulo Original: Manual of Reformed Doctrine
Editora: Ceibel

Artigos :
Justificação Pela Fé : Igreja Presbiteriana Pinheiro 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Os Custos de Levar A Bíblia Para A Inglaterra ( Willam Tyndale) Parte 2

   A Vida do Verdadeiro Homem e servo e Mártir de Deus : Willan Tyndale
 Willan Tyndale: Enquanto eu Viver, o homem do campo conhecerá sua Bíblia

 Pela Primeira vez na História , o Novo Testamento Grego foi Traduzido para o Inglês pela impressa  .Antes de Tyndale , Havia apenas manuscritos da Bíblia , escritos a mão devemos esses manuscritos ao Jonh Wycliffe e aos Lollardis de 130 anos antes.

terça-feira, 23 de junho de 2015

A Justiça de Deus é a Base da Justificação

           Permanece a imperativa pergunta : Como será o homem justificado diante de Deus? se nossa excelência moral não é a base sobre a qual Deus nos declara justos, qual é? A grande razão pela qual tão grandes contestações se apresentam a esta  pergunta é que ela e entendida em diferentes sentidos.
A Resposta bíblica e protestante seria absurda se a pergunta significado como os Católicos (Romanos) e outros compreendem, se "justo" significa bom , isto é, se a palavra for tomada em seu sentido moral, e não judicial , então é absurdo dizer que uma pessoa pode ser boa com a bondade de outro;  ou dizer que Deus pode declara  bom a  um homem que não é bom.
          Quando Deus justificam o ímpio, não  está declarando que ele é piedoso, mais que seus pecados foram expiados, e que tem o título para  a vida eterna com base na justiça. Nisso não há contradição nem absurdo, se uma pessoa sob sentença de morte civil comparece ante o tribunal apropriado, e mostra a causa pela qual esse sentença tem de ser revogado em justiça, e que declara com direto a sua posição, títulos e propriedades, uma decisão em favor dela seria uma justificação , Ela seria declarada injusta aos olhos da lei, porém nada se declarariam e nada haveriam  acerca de seu caráter moral.
      Ora, a pergunta é: "Sobre que base pode Deus declarar justo o pecador neste sentido legal ou judicial"? . Já se mostrou que justificar, segundo o uso bíblico normal, é pronunciar justo no sentido declarado, que não se trata meramente de perdoar, e que não é fazer inerentemente justo ou santo, Já se mostrou  que  a doutrina da Escritura o que na verdade é intuitivamente verdadeiro para a consciência, que nossa excelência moral, habitual  ou concreta, não  é nem pode ser a base de tal declaração judicial. Qual, pois, é a base ?A Bíblia e o  povo de Deus respondem unanimante : "A Justiça de Cristo". A Ambiguidade das palavras, as especulações dos teólogos e os mal-entendidos podem levar muitos do povo de Deus a negar verbalmente que tal seja a resposta verdadeira, mas , não obstante , é a resposta dada pelo coração de cada crente. Para sua aceitação da sua parte de Deus, ele confia não em si próprio, mas em Cristo; não no que ele é ou tem feito , mas no que Cristo e tem feito por ele.

Referencia:
Hodge, Charles
Teologia Sistematica/Charles Hodge;(Tradução:Valter Martins)
São Paulo,SP:hAGNOS,2001
Titulo Original: Systematic Theology
ISBN 85-88234-02-5
1. Teologia dogmática
I. Titulo
01-0045 CDD-230

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Os Custo de Levar a Biblia Para Inglaterra (Willam Tyndale) Parte 1

 
Henrique VII estava com Raiva de Tyndale por este acreditar e promover os ensinamentos da Reforma de Martinho Lutero. Mais a despeito dessa raiva da alta corte contra Tyndale, a mensagem do Rei para Tyndale, transmitida Por Vaughan, era misericórdia: “Sua Majestade Real o rei está [...] Inclinado a ser misericordioso, ter piedade e compaixão”. Tyndale, com 37 anos, ficou comovido até as lágrimas com essa oferta de Misericórdia. Ele estivera exilado de sua pátria por sete anos. Mas, em Seguida, ele insistiu na mesma tecla: O Rei autorizaria uma Bíblia Inglesa vernácula a partir das línguas Originais?

quinta-feira, 26 de março de 2015

O Proto-Evangelho Gn:3 . 15

     
   Imediatamente depois da apostasia de nossos primeiros pais, anunciou-se que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. O significado desta promessa e predição deve ser determinado por revelação subseguente. Quando interpretado à luz das próprias escrituras, manifesta
 que a semente da mulher significado Redentor,
e que o esmagamento da cabeça da serpente significa seu triunfo final sobre poderes das trevas. Nesse Proto-Evangelho,como foi sempre denominado, temos a aurora da revelação tanto da humanidade como da divindade do grande libertado.

Bibliografia:
Teologia Sistemática
Charles Hodge
Editora Hagnos

domingo, 22 de março de 2015

Parte Musical do Blog

Fui convidado pelo Estevão e como novo moderador do Blog, fiquei responsável  pela parte musical rsrs segue um áudio com o Hino nº 2 Reverência do Hinário Novo Cântico, hinário presbiteriano.
Este trás uma mensagem presente em Habacuque 2. 20. Que diz: "O SENHOR, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra."
Este hino é como um prelúdio, prelúdio é uma música de abertura.

Vou continuar gravando alguns hinos para poder passar à vocês.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A Culpa Universal da Humanidade

          Em Romanos 1.18, Paulo ensina que todos os Homens, Sem qualquer exceção,  merecem ser castigado  por Deus. "A Ira de Deus se revela do céu contra todo impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça" . Se todos os homens possuem "livre-arbítrio"  os está conduzindo a uma única direção- da "impiedade e da iniquidade " . Portanto , em que o poder do "livre arbítrio" . os está ajudando a fazer o que é certo ? Se existem realmente o " livre-arbítrio", ele  não parece ser capaz de ajudar o homens a atingirem a salvação , porquanto os deixa sob a ira de Deus.
    No versículo 16, Paulo declara que o evangelho é " o poder de Deus para a salvação de todo aquele  que crê ". Isso significa que não fosse o poder de Deus conferindo através do evangelho, ninguém teria forças, em si mesmos, para voltar-se para Deus. Paulo prossegue, asseverando que isso tem aplicação tanto aos judeus quantos aos gentios.



Bibliografia: 
Nascido Escravo
Traduzido Do Original Em Inglê
Born Slaves por Martinho Lutero
Preparado e editado por : Clifford Pond
Copyright 1984 Grace Prublication Trust
London, England

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Perspectiva Bíblica sobre Política

.
Um bate papo gravado na igreja episcopal carismático do DF,
com o PJC (Papo Jovem Cristão) sobre política. Rev. Airton Williams, fala sobre
a perspectiva bíblica sobre a política.



sábado, 1 de novembro de 2014

Reforma Protestante

     A Reforma  foi um movimento que visou trazer a igreja à pureza original do cristianismo segundo o Novo Testamento. Depois do Pentecoste , a Reforma do século XVI foi o maior movimento espiritual ocorrido dentro da igreja . Representou uma volta à Bíblia, ao  ensino dos apóstolos e , por isso, a rejeição total a qualquer doutrina sem base nas Escrituras


Princípios Básicos da Reforma


   A Reforma deitou por terra os postulados católicos romanos e voltou a erigir as colunas da doutrina apostólica. Podemos sintetizar as ênfases da reforma em cinco pontos distintos

Sola Scriptura - Só as Escrituras


Os Reformadores reafirmaram a supremacia das Escrituras sobre a Tradição. A Bíblia é a unica regra de fé e pratica . Todos as doutrinas e ensinos estranhos às Escrituras. Nenhum dogma ou experiência pode ser aceito se não tiver base na palavra de Deus.

Sola Fide - Só a Fé 

 Os reformadores sublinhavam também a supremacia da fé sobre as obras para a salvação . A salvação não é mérito humano , conquistado pela prática de boas obras, mas é obra de Deus, recebida de graça pelo homen  mediante a fé em Cristo . A salvação não resulta de somatória de fé mais obras. A salvaçãoé dom de Deus , recebido exclusivamente pela fé ( Ef 2.8,9;Rm 1.17

Sola Gratia - Só a Graça


Os Reformadores reafirmaram a doutrina apostólica de que somos salvos pela graça. A graça é um dom imerecido de Deus a nós . O salário do pecado é a morte. Merecemos o juízo, a condenação, o inferno, mas Deus , pela sua infinita miserícordia, susoende o castigo que merecíamos e nos dá a salvação. que não merecemos . Isso é graça !

Sola Christu - Só Cristo


   Os Reformadores deitaram por terra  a heresia romana que afirmava ser o papa o ''sumo pontífice'', ou seja , o supremo mediador . Estribados na Doutrina  Bíblica , reafirmaram que só Cristo é o mediador entre Deus e os homens( I Tm 2.5; Jo 14.6 ) e o único e todo-suficiente salvador ( At 4.12 ) . Nem Maria. nem os santos, nem os anjos podem ser nossos intercessores juntos A Deus; Isso é usurpação do ofício mediador de Cristo


O Sacerdócio Universal Dos Crentes


O  Homen não precisa de intermediários para chegar a Deus. O véu do templo foi rasgado. Todos têm agora livre acesso à presença de Deus. Todos os que crêe em Cristo são sacerdotes que podem chegar livremente à presença de Deus por meio de Cristo. Derrubam-se os velhos conceitos de clérigos e leigos e cai por terra a hierarquia espiritual do Reino de Deus 



Referencia:

Panoram Da História Cristã.
A Intervenção Divina Da Historia.
Hernandes Dias Lopes
Editora: Candeira
São Paulo -2005